Eleitorado de Campinas cresce quase 12% em dez anos
- Adriana Leite
- 16 de jul. de 2022
- 3 min de leitura
A cidade tem mais de 878 mil pessoas aptas a escolher o próximo presidente da República em outubro

O eleitorado de Campinas cresceu quase 12% nos últimos dez anos. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que na eleição de 2012 eram 785.274 eleitores e agora serão 878.715 pessoas aptas a votar para escolher presidente da República, governador do Estado, senador, deputados federal e estadual. No país, 156,45 milhões de pessoas poderão decidir o futuro do Brasil.
A participação do eleitorado feminino aumentou de 52,58% (412.875 mulheres) para 53,56% (470.625 mulheres). No outro lado dessa balança, o eleitorado masculino caiu de 47,21 % (370.712 homens) para 46,35 % (407.304 homens). No cenário nacional, também houve um avanço na quantidade de mulheres que poderão ir às urnas em outubro em relação ao sexo masculino.

Ao analisar a faixa etária, Campinas apresentou um recuo nos eleitores mais jovens e uma alta do eleitorado acima de 50 anos. Um fator que explica, em parte, o avanço das pessoas com mais idade no total do eleitorado é o envelhecimento da população - processo que acontece em todo o país.
Os dados do TSE apontam que a participação dos jovens de 16 a 24 anos recuou de 14,22% do total em 2012 para 11,53% neste ano. O conjunto de eleitores de 25 a 49 anos baixou de 51,82% para 48,12%. Na outra parte desse quadro, a fatia de pessoas de 50 a 79 anos aptas a votar subiu de 31% para 35,74%. A parcela dos eleitores de 80 anos a mais de 100 anos aumentou de 2,97% para 4,62%.
A maioria do eleitorado de Campinas tem o ensino fundamental incompleto, com 26,24% (206.054 pessoas) do total. As pessoas com ensino médio incompleto representam 21,71% (170.510 pessoas). Os eleitores com ensino médio completo são 21,02% (165.033 pessoas). Com ensino fundamental completo, a quantidade representa 9,54% (74.920 pessoas). Uma parcela de 8,44% (66.268 pessoas) tem o ensino superior completo. Outros 5,64% (44.321 pessoas) lê e escreve. Uma parcela de 5,35% (42.017 pessoas) tem o ensino superior incompleto e 2,06% (16.148 pessoas) são analfabetos.
Emprego e Saúde
Com 82 anos, a aposentada Maria Silva faz questão de ir votar para escolher o presidente da República. “Desde que pude votar, eu votei. Minha avó contava para gente que lá no sertão, de onde minha família veio, mulher demorou muito tempo para votar. E quando começou, ia com o marido e votava em quem ele mandava. Fico feliz e aliviada de poder escolher quem eu quero que cuide do país dos meus filhos, netos e bisnetos”, diz. Ela conta que está preocupada que mexam na aposentadoria dela e quer um presidente que pense no povo. “Tenho três netos que estão desempregados há muito tempo. Está bem difícil viver no Brasil”, comenta.
Pedro José Lima, de 28 anos, afirma que já pensou em não ir votar neste ano porque os políticos não fazem nada para a população. “Perdi pessoas que eu amo para a Covid-19. Foi um absurdo ver os hospitais sem condições de atender a população e os governantes pouco preocupados com o nosso desespero. Ficou claro que ninguém se importa com o povo morrendo nas filas dos hospitais ou pela falta de médico nos postinhos. Só vou votar porque quero mudanças urgentes. Não pode continuar como está. Não dá mais”, afirma indignado o técnico de informática.
Na opinião de dona Maria e do jovem Pedro, o próximo presidente da República terá muitos desafios para resolver e não adianta só promessas para conquistar o voto deles. Os dois acreditam – mesmo que sempre com críticas aos políticos - que para transformar o país é preciso exercer o direito que todos temos de votar.
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