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Indústria perde mais da metade da participação no PIB em 40 anos

  • Foto do escritor: José Augusto Ruas
    José Augusto Ruas
  • 19 de jun. de 2023
  • 2 min de leitura

Análise na Coluna Agenda Econômica mostra que na década de 1980 o setor respondia por entre 20% e 30% da geração de riquezas no Brasil e hoje caiu para perto de 10%


Indústria de Carros
Incentivo: governo Lula criou programa para alavancar o setor automobilístico e toda a cadeia produtivo do segmento

Em qualquer economia no mundo, quando a indústria é forte e dinâmica, o resultado é crescimento econômico e desenvolvimento de cadeias produtivas que geram empregos e renda mais qualificados. No Brasil, vivemos o caminho inverso em um movimento de desindustrialização que se arrasta desde a década de 1980 e que se deteriorou bastante nos últimos anos. O que fazer agora para “salvar” a indústria brasileira?


Na coluna Agenda Econômica, os economistas José Augusto Ruas e Saulo Abouchedid analisam o cenário do setor no país que explica muito dos problemas da nossa economia. A queda na participação da indústria no PIB – cujo patamar já foi de 20% a 30% nos anos 1980 e despencou agora para próximo de 10% - mostra que precisamos urgentemente de uma política industrial que tenha incentivo governamental, investimento privado, dinamismo em cadeias produtivas que agreguem valor e tecnologia, e que resgate os empregos que foram perdidos e precarizados no processo de sucateamento do segmento.


“O VTI (Valor de Transformação Industrial) mostra que segmentos importantes da indústria brasileira como metalmecânica, e máquinas e equipamentos perderam muita participação no PIB industrial enquanto segmentos como a indústria extrativista, que não dinamiza tanto a cadeia produtiva e a economia brasileira, estão crescendo com muita força”, observa Ruas.

Esse detalhe explica muito, segundo os especialistas, a medida do governo de incentivar o setor automobilístico que tem uma cadeia produtiva longa, mais dinâmica e que gera tecnologia. “A participação do agronegócio vem crescimento no PIB brasileiro. Muitas pessoas perguntam por que a economia nacional não pode crescer sobre essa indústria ligado ao agro. Mas o problema é que a indústria do agronegócios gera poucos desdobramentos para a indústria brasileira. Máquinas agrícolas, por exemplo, têm boa parte das peças importadas. Na verdade, mesmo os equipamentos já são importados prontos. Não geramos uma escala produtiva no Brasil”, aponta.


Coluna Agenda Econômica
Queda: economistas observam que ex-governo de Jair Bolsonaro entregou a indústria pior do que a encontrou em 2018

O que fazer daqui para frente é um grande desafio para o governo Lula e todo o país. Os economistas observam que ex-governo de Jair Bolsonaro entregou a indústria pior do que a encontrou quando assumiu a presidência da República. Lógico que existem os impactos da pandemia. Contudo, não houve uma articulação para o desenvolvimento do setor. O caminho é estabelecer uma política industrial sólida aliada com uso do poder de compra do governo e estatais da indústria nacional, investimento do setor privado, queda já dos juros, articulação com os centros de pesquisa para geração de tecnologia, e que aposte em uma indústria limpa que proteja o meio ambiente.


Clique aqui no link e assista a coluna completa no nosso canal no YouTube.


José Augusto Ruas e Saulo Abouchedid são economistas e professores universitários.


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As opiniões aqui expostas refletem a visão do autor do artigo e, não necessariamente, do blog. Este é um espaço plural para debate amplo de ideias.

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